Monday, May 29, 2006

eu: migo tenho um segredo pra te contar
migo:que foi/
eu: segredo
eu: sabe a figura lah, me add no msn
migo: sim e aí?
eu: 16 hs de msn
migo: vcs num tem mais o que fazer não?!
eu: ai música vai, música vem, conversa vai conversa vem....assim fiquei apaixonada
migo: ahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahahahahahahhahhahhahahahhahaha
eu: pode rir
eu: pode rir que eu mereço
migo: que incrívelllllllllllllllllll
(eu pensando q ele ia dizer que o cara tb tava apaixonado por mim)
migo: pela internet????????????????????????????
eu: é peixes com ascendência em escorpião dá nisso.

eu:
vou pra casa da gata pra gente tomar açai
tou apaixonada
tomeu no cu!
balde:
hum?
o bofe da festa?
e tu jogou na agua, batesse por 5 minutos e fizesse 1l d paixao instantanea?
gata, garota... selvagem eu te proibo
eu:
nada, uma outra figura
balde:
hum?
eu:
16 hrs de msn
balde:
ah
entao fizesse igual a outra gata....mas gata
eu:
oxe e o nome do meu tb num eh o mesmo do dela
balde:
vai passar
eu:
vai?
enquanto num passa eu faço o q?
balde:
sofre os sintomas como em toda virose
mas como regina vc se hidrata mt bem, come ovos...
eu:
olhe que deus eh foda, eu tava outro dia reclamando que num tinha nenhum bofe bom no mns
ele manda, mas ele naum me quer
balde:
vai passar
eu:
ele me acha 'fofa'
eu:
se lembra daquela figura ?
tu jurava q ele queria me comer
ele me acha fofo
eu:
que figura???????
balde:
o do meu orkut
eu:
oxe sei quem eh esse naum
quer dizer que 'fofo'=incomível
balde:
poisvai lano meu perfil
é o ultimo dpoimento
pq na hora vc achou q o menino queria me pegar
balde:
e agora acha q fofo é inpegavel
vai ter q decidir
eu:
oxe eu jah te disse que eu malhava com ele?
ai que dia triste, queria encontrar uma declaração de amor no meu email
ele trabalha com tu?
ai vou escrever outro testimonial pra tu, esse tah um cú
eu:
odio que meu bofe pq ele eh melhor amigo da ex!
e ela eh linda!
oooooooooooooooooooooooooooooodio
balde:
ele nao era casado?!
eu:
ele foi casado
balde:
hum
mas ta solteiro
no rio?
eu:
eh melhor amigo da ex e isso me mata
klaro ne
balde:
é carioca, tu odeia lembra?
eu:
solteiro virgula comendo o que passa com certeza
lembro......
mas esse eu amo
balde:
vai com calma
eu:
tu num sabe que eu sou exagerada
e doida
balde:
to aprendendo mais sobre isso
eu:
hummmmm
quero pular do CFCH
balde:
nao gata
algo mais orignial
isso nao combina
eu:
ia ser um suicídio performance
balde
num lugar menos hype
eu:
ahhhh, vou pular da pomba de brennand
balde:
olhai
toda contextualizada essa morte
da pica, pela pica
eu:
hhahahhahahahhahahhahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
balde:
...!

Sunday, May 28, 2006

outro velho e triste post!
urucubaca never more

onde foi que a gente se perdeu?
tava olhando vc hoje e me lembrei dos almoços diários no natureba,
duas tigelas de açai....e sanduiche natural...suco de laranja...e sorrisos de sobremesa....
parece que tudo era mais fácil ali, que a felicidade tava do outro lado da rua...e que a gente ia conseguir todos os desejos, todos os amores, e os gozos mais intensos....
e hoje tudo é tão distante...
ainda lembro de vc quando ouço strokes, e hoje gostaria que meu telefone tocasse e fosse você, provavelmente eu não teria nada especial pra dizer, mas ouvir sua voz já teria sua grande importancia pra mim hoje, neste dia triste....
eu acho que mudei tanto, será que vc tb mudou?
será que você aida ronca? ainda se mela comendo?
será que ainda acorda ressacado sábado de manhã pra ver os simpsons?

das suas tolices que tenho mais saudade, será que ainda gosto de você?
depois de tudo???
me sinto idiota por talvez gostar.
me sinto idiota só de pensar nisso.
ao mesmo tempo me impressiono com minha capacidade de perdoar
será que eu me apaixonei uma segunda vez pela mesma pessoa?
isso existe??
eu hoje senti vontade de te contar da minha vida, de como certas coisas mudaram, trazer notícias dos amigos queridos...comentar da política...falar do meu shampoo novo...e das músicas que ando ouvindo....
te contar do livro que li, e de como a lua tava linda do meu quarto ontem...
meu mp3 eh melhor que o seu, e eu comprei um laptop...e isso não me faz mais feliz....

queria um abraço, dormir junto e sentir seu calorzinho junto de mim....por hora talvez fosse suficiente, i dont wanna be two fucks in lust again...
e o carnaval se aproxima, e sei que é sempre uma época complicada para nós...que não sabemos onde começa a minha fantasia e termina a sua....

foi num carnaval a primeira vez que quis te comer....
durantes alguns anos enchemos a casa de lantejoulas, chita, fitas de cetim para nossas fantasias...por alguns anos fomos pierrot e colombina juntos....
e agora o carnaval se aproxima, e eu estou com medo..
medo de olhar pra vc e chorar, chorar pelo que nnao conseguimos ser, e pelos planos que não realizamos, pelo casamento que não tivemos, pelos filhos que não nasceram....
eu tenho medo, e hoje ouvindo amigas contando sobre os últimos romances, me sneti tão distante disso, me senti velha, muito velha....ouvi e não senti a animação de outrora....

"Won't you take a walk outside?"
-Oh no.
"Can't you find some other guy?"
-Oh no.
Keeping down the underground
-Oh no...
The end has no end the end has no end

embora eu saiba que alguns carnavais foram decisivos na minha vida, 2000...fim de caso, início de outro lindo amor bem em semana pré...mas por que eu acho que esse ano não vai rolar?
as vezes eu acho que me apaixonar de novo por vc é uma fuga, pra um lugar bem confortável, pq eu nunca vou te ligar nem declarar meu amor de novo pra vc....
e algo bem imposssível que faz meu coracão bater....e como a gente gosta de se enganar...
ou será que é pra ser mesmo?
como pode em uma semana vc ter contato com todas as pessoas com que vc já foi pra cama?
impossível? não!
aconteceu...
o que isso significa?
what`s the meaning of life?

a gente não pode mais ser um, racionalmente...é isso que é
tanta dor não consegue sumir das lembranças, medo, inveja, vingança....tudo isso estea melhor guardado no passado, e não ha como abrir um livro velho sem encontrar algumas tracas...

mas eu te vi hoje e pensei que apesar de separados estamos no mesmo lugar...nada parece melhor pra vc nem pra mim...pq foi assim?
minha mágoa de vc foi que vc desistiu quando eu decidi continuar jogando, mas ora se a vida não é um toma lá da cá..eu jea fiz isso com outros...eu já desisti....

eu só não sei se vc desistiu de mim ou de vc próprio...
lembra como a gente ria um com o outro?
e como cantávamos juntos?
lembro da sua festa diária quando chegava do trabalho em casa e eu em casa trabalhando....
isso pra mim era amor...

e sua incapacidade de fritar um ovo, sinto falta das perguntas imbecis....

como tudo é tolo, a gente sente falta até do que reclama...
o que me resta é acreditar que tudo está do jeito que deveria...
e quem sou eu pra dizer que não?
but fridays night have been lonely...
e hoje eu só queria te mostrar a flor que eu vi no caminho...
e me lembrei que a chave da sua casa continua no meu chaveiro e eu só percebi isso hj....

post velho
que não representa o momento atual, mas achei que valia postar
elocubrações....por que sim e por que não.


a vida que às vezes de uma complexidade incrível...por vezes se resume a duas coisas, gostar ou nåo gostar...
eh isso mesmo...
meses atrás eu conheci um menino, homem, bofe, figura, pretê ou como se queira chamar
nosso rolo ia bem, nossas programações se resumiam a teatro, cinema e motel...je tudo ia bem...o sexo era bom, era um cara que gostava de cinema - coisa muito importante pra mim-

mas é claro tinhamos nossas diferencas e a primeira delas eu descobri quando ele me convidou pra um jantar. era noite de lua, num restaurante na beira da praia nada poderia cair melhor. e eu a essa altura do samba-evolucao já considerando a possibilidade de algo mais serio, com mais cara de namoro e menos cara de affair.

eis que chegamos ao restaurante, tudo caminhava em plena perfeicao, eu devidamente linda e irresistivel depois de 3 horas de arrumacao, ele pontual tambem lindo e pediu logo uma garrafa de vinho, branco pra acompanhar o peixe e manter a etiqueta.

tacas dancam em nossa mesa, os sons dos risos frouxos ecoam, o vento brinca com meus cabelos e os olhares ganham fulgor e intensidade, chega o peixe.
eu depois de tanta cerimonia, faminta e sem nenhuma cerimonia, obrigada.
me sirvo e boto uma quantidade normal de comida para alguem do meu tamanho, pelo menos era isso que eu achava ate entao.

ele se serve de uma colher de arroz, coloca um belisco de peixe e mais outro garfo de salada. e eu esperando ele se servir pra comecar.
ele entao me olha e ri.
- querida o que voce esta esperando
eu que nem uma idiota
-ahahhahahah, voce terminar de se servir
ele com um sorriso que variava entre maroto, ironico e um pouco filho da puta
- mas eu ja me servi, podemos começar?
eu não sabendo mais onde me enfiar, e dando um sorriso amarelo.
- sim, claro.
comemos, eu me sentindo a própria mobydick+jamanta+elefoa
como meu prato amofinada....
não tive mais vontade de conversar a noite toda, e não via a hora daquele tormento todo acabar e eu ir pra casa chorar a noite toda ou vomitar tudo, pois so tais atitudes poderiam melhorar meu estado emocional.

fomos pra casa, eu muda e ele preocupado achando que o peixe havia me caido mau.
uma semana depois sem estabelecer contato, ele liga convidando pra um cinema. eu meio com pena, meio indecisa, meio querendo desfazer o silencio, digo sim.
chego no cinema mais cedo, e ligo contente da vida pra o moço perguntando se ele quer milkshake, ele ri e diz que sim.
eu compro um de 700 ml de ovomaltine e só não comprei de 1 litro pq ainda não inventaram. penso logo no fiasco que vai ser eu bebendo 500 ml que nem uma vaca e ele com míseros duzentos ml.
ele chega, vamos correndo pq a sala já abriu, e ai ja dentro do cinema depois de um beijo daqueles gozantes, ele resolve provar do milk que a querida comprou, e diz um colossal ecaaaaaaaaaaaaaaa
eu completamente sem entender junto com todo o resto do cinema que escutou o ataque nada másculo do mancebo, pergunto inocentemente: o que houve????

ele sem cerimônias, sem pensar que vai destruir meu coração, minha existência me diz
- essa droga de ovomaltine parece milkshake com areia!
eu olho pra ele, e me viro pra tela do cinema, o que se vai fazer diante de tamanho absurdo???

conclusão: nunca mais atendi as ligações dele, pq gente que não gosta de ovomaltine bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé!
e ainda mais comia menos que eu!!!!!!!!

outra amiga me contou estória semelhante acontecida no cinema, ela que estava de paquera com um moçoilo desde que os tempos são tempos, depois de muito estica e puxa e viva a turma da xuxa, consegue arrastar a criatura pro cinema.
eis que vão o quase-semi-futuro-novo-casal assistir um novo e nenhum pouco importante blockbuster holliwoodiano. sim porque para quem quer praticar as artes da pegação na sala preta, é de bom tom não escolher um fiolme bom, ainda mais com os ingressos pelos olhos da cara como estão atualmente. E a mocinha, sim a minha amiga, como em a rosa púrpura do cairo já sonhando em beijar o tal galã que a acompanhava a sessão multiplexiana.

e o filme anda, e o filme vai, e as coisas acontecem, e nem uma mãozinha boba, como é que pode isso minhas gentes? nada, nem uma safadezazinha, nenhuma bolinação. como se ele não tivesse sido alfabetizado das artes amorosas praticadas na escura sala de projeção.

então o filme rola, e o mocinho já pegou o bandido a toda vida, e ele ainda não deu nenhuma bitoquinha nela. jesus cristo crucificado!
até que nos últimos cinco minutos de filme, o mancebo toma ar, arma-se qual um pavão e resolve partir pro ataque.

minha amiga, que de besta só tem a cara, retruca:
- vc teve o filme todinho pra me beijar e vem fazer isso só agora???? Agora não. Que eu não quero perder o final!

conclusão: viu que uma besteira pode ser fatal??? Pode sim!

Sunday, May 07, 2006

noite tudo de boa com meus amigos amores
com direito a amoreca pedidndo ' toca blooooc partyyyyyyyyyyy'
o outro amoreco zizjogando ao som de yeah yeah yes (ou será yeah de novo?)
tudo tranquilo, só na coca
finos que nem modelo de passarela
vendo o povo que continua na mesma
reencontrando bons amigos
dançando
dançando, dançando...
saindo quando a música tava chata
e voltando correndo pra ouvir viva la fête....
eita vidão bom!
com amores tão amados, o que eu posso querer mais, hein?

....só outra festa de novo!
trio ternura, amo vcs!

Monday, April 24, 2006

amigo é tudo.
amigo é amor de verdade.
eu amo muito meus amigos, e por vezes eles são a única razão de continuar.
e cada um tem um pedaço meu, que é só deles.
e que sem eles não posso jamais ser completa.

plagiando outro amigo, os amigos nos levam livros. e não devolvem.
mas poderiam levar uma estante inteira, e ainda assim seria lindo.
ando completamente caída de amor pelos meus.

que dizem que eu estou linda, mesmo quando eu estou completamente cinza.
que entende a minha loucura, e seguram na minha mão pra eu não voar demais por aí...
me mandam flores digitais, sms, cartas, chocolates, sorrisos, pensamentos positivos.
e que fácil é ter amigos.

e nessas horas penso na invenção ocidental do amor, dá pra desinventar o amor?
os índios eram todos amigos, ficavam juntos apenas para procriar para que a aldeia tivesse filhos, e os filhos eram de responsabilidade de todo mundo.
é tão mais fácil ser amigo de alguém do que ser namorado.
quantos amigos eu perdi por quis namorá-los?
e quantos namorados nunca poderão ser amigos?
dói pensar que os amigos vão embora, deixam de ser amigos.
quando não deixam de ser amigos, eles podem morrer...todos podemos morrer.
mas é muito triste perder um amigo, já os perdi...e me lembro de cada um deles.
e só os amigos podem me machucar, não tenho medo de quem não é meu amigo.

entrentanto, posso ter muitos amigos à distância, e quando eu os reencontrar será sempre como dá última vez, poderemos nos abraçar e rir.

e eu estou escrevendo isso porquê domingo as 3 da manhã eu estava bêbada, muito triste, arrasada...e uma amiga muito especial me abraçava e dizia pra eu não ficar triste pq eu sou uma pessoa tuda.
domingo vou pro apr e encontro amigos queridos, e que feliz. mas pouco a pouco todos vão embora e só fica comigo minha amiga de rocha companheira de guerra e de paz pronta pra aguentar meus dias mais tristes e a mais sublime de minhas alegrias. e eu a amo por isso.

eu só queria que todo amor fosse que nem amizade, a gente investe quase nada e ganha um milhão.

Tuesday, March 28, 2006

a saudade
é um trem de metrô
subterrâneo obscuro
escuro claro
é um trem de metrô
a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar
a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido

a saudade
é uma colcha velha
que cobriu um dia
numa noite fria
nosso amor em brasa
a saudade
é brigitte bardot
acenando com a mão
num filme muito antigo

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha!
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
Na virada da montanha
O meu amor morreu
Na virada da montanha
E quem passa na cidade
Vê no alto
A casa de sapé
Ainda...
A trepadeira no carramanchão
Amor-perfeito pelo chão
Em quantidade...

[zeca baleiro]
f.o.d.a

Sunday, March 19, 2006

msn domingo de noite

X:miga tu num sabe o que ganhei da figura
eu: o que?????????? :D:D:DD:D
X: uma caranguejeira
eu: de verdade??????????
X: é
eu: erghhhhhhhhhhhhhhhh
X: ou melhor, a muda dela, dentro d euma caixa linda
eu: ecaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
eu: aaaaaaaaaaai
X: sim
X: enorme
eu: ecaaaaaaaaa
eu: ecaaaaaaaaaaaaaaaaa
eu: para
eu: páraaaaaaa
X:e peluda
eu: eeeeeeeeeeeeeeeecaaaaaaaaaaaaaaaaa
eu: tou toda aqui me contocendo
X: não é um amor?
eu: erghhhhhhhhh
X: depois eu te mostro para voc~e pôr o dedo
eu: DEUS ME LIVRE
eu: ERGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

minutos depois em outra janela

eu: como eh que a pessoa pode ganhar uma muda de carangeuijeira e ficar feliz?
eu:afff tem doido pra tudo
Y:carangueijeira?
Y:isso é planta?
eu:a carangueijeira muda de pele
eu: ai a figura que eu tou falando
eu: ganhou essa pele...
eu: que eh tipo da mesma forma
eu: e peluda e tudo
eu: ecaaaaaaaaa
Y: ah tá
Y: eu dava as placas q se soltavam das minhas tartarugas pra aquela figura...
eu: nossa

Agora a pergunta que não quer calar:

O que é o amor, não é minha gente?????

Monday, March 06, 2006

RESENHA
“LE TEMPS HYPERMODERNES”
THE HIPERMODERN TIMES

Marília Antunes Dantas*

A obra de um dos mais pertinentes filósofos e sociólogos franceses, Gilles Lipovetsky, 59, marca profundamente a interpretação da modernidade e da pós-modernidade, mais especificamente, a exploração da noção de “indivíduo”, empreendida por uma descrição e por uma arqueologia minuciosa das múltiplas facetas do individualismo contemporâneo: o culto da moda e do luxo, as transformações no plano da ética, as metamorfoses da sociedade de consumo e da economia dos sexos.

Em seu primeiro livro intitulado “L`Ère du Vide” [A Era do Vazio, Ed. Gallimard, 1983], Lipovetsky analisa os efeitos da passagem da modernidade para a pós-modernidade, cuja transição teria se dado entre os anos 60/70, partindo do ponto capital característico da sociedade pós-disciplinar: a autonomia do indivíduo pós-moderno em ruptura com o mundo da tradição e suas estruturas de normalização.

Entretanto, como afirma o autor, essa liberação não engendrou o desaparecimento dos mecanismos de controle; estes foram adaptados de tal modo a se apresentarem de forma menos diretiva e impositiva ao indivíduo. Ao invés da disciplina, entendida como um conjunto de técnicas e de regras particulares cuja finalidade básica era a de submeter os indivíduos a uma padronização de suas condutas, a era pós-moderna opera segundo o processo de personalização, uma nova modalidade de organização da sociedade e do gerenciamento dos comportamentos, “não mais pela tirania dos detalhes, mas com o mínimo constrangimento e a máxima possibilidade de escolhas privadas possíveis, com o mínimo de austeridade e o máximo de desejo possível, com o mínimo de coerção e o máximo de compreensão possível”. (LIPOVETKSY, 1983, p. 2)

Desta forma, a pós-modernidade se apresenta sob a forma de um paradoxo, ao revelar a coexistência nem sempre harmoniosa entre duas lógicas: uma que estimula a autonomia do indivíduo e, outra, que o convida à dependência.

Em seu segundo título “L’Empire de L´Éphémère” [O Império do Efêmero, Gallimard, 1987], Lipovetsky examina o papel crucial da moda na contemporaneidade, pois, com a difusão da lógica da moda - cujas características principais se revelam através do consumo de massa e dos valores por ele veiculados, a todo o conjunto do corpo social, teríamos enveredado da modernidade à pós-modernidade, mutação evidenciada a partir dos anos 60.

A extensão desse princípio aos múltiplos aspectos da vida social conferiu uma reestruturação e uma nova dinâmica à própria sociedade, baseadas nos pilares estruturantes da lógica da moda, isto é, na importância do efêmero, da sedução e da diferenciação marginal.

A apropriação e a difusão da lógica da moda pelo conjunto da vida social possibilitaram uma desqualificação do passado e dos valores tradicionais, através da afirmação do reino do novo, do desejo de novidade, do efêmero sistemático e da vontade de sedução tocando indistintamente o domínio público e o privado.

Em seu mais recente livro, escrito em colaboração com Sébastien Charles, filósofo e professor da Universidade Sherbrooke, Canadá, “Le Temps Hypermodernes” [Os Tempos Hipermodernos, Ed. Grasset, 2004], Lipovetsky nos convida a uma discussão acerca da pertinência do próprio conceito “pós-modernidade”, além de se ater, pela primeira vez, na descrição, em seus traços mais evidentes, daquilo que há de melhor e de pior na hipermodernidade.

O autor defende a idéia de que o uso do termo “pós-modernidade”, para a descrição e análise dos tempos atuais, seria ambíguo, problemático e mesmo incorreto, uma vez que engendra um sentido de um para além da modernidade, marcando uma evidência de ruptura em relação aos modelos que alicerçavam a noção de individualismo moderno. A pós-modernidade foi, segundo o autor, no máximo uma fase de transição ocorrida entre os anos 60/80 que fez entrar em cena uma figura inédita: a do indivíduo autônomo, liberto dos freios institucionais, das ideologias políticas e das normas da tradição, característicos da modernidade.

Tal como descrito em “A Era do Vazio”, o individualismo narcísico pós-moderno seria marcado pelo hedonismo, pelo gosto das novidades, pela promoção do fútil e do frívolo, pela vontade de expressar uma identidade singular, “uma revolução na representação das pessoas e no sentimento de si, tumultuando as mentalidades e os valores tradicionais” (CHARLES, 2004, p. 21), fazendo aparecer, desta forma, Narciso, ícone pós-moderno, encarnado na figura do indivíduo cool, flexível e libertário.

Desde os anos 80, estaríamos ainda submetidos a este mesmo modelo de individualismo narcísico? Esta é a indagação que Lipovetsky nos propõe em “Le Temps Hypermodernes”. Inúmeros indícios nos conduzem a pensar que entramos na era onde tudo se tornou “hiper”, hipercidades, hipermercados, hiperpotências, hiperterrorismo, hipercapitalismo, uma cultura do excesso, cujos pilares se assentam nas noções de hipermodernidade, hiperconsumo e hipernarcisismo.

Após a transição cultural proporcionada pela pós-modernidade, entra em cena a hipermodernidade, uma sociedade marcada pelo signo do excesso, pela cultura da urgência e do sempre mais, pela hiperfuncionalidade, pelo movimento, pela fluidez e pelo declínio das tradicionais estruturas de sentido, onde os grandes sistemas de representação de mundo são tomados como objeto de consumo, sendo cambiáveis de modo tão efêmero como um automóvel ou um apartamento, num processo de permanente reciclagem do passado: “Chegamos ao ponto em que a comercialização dos modos de vida não encontra mais resistências estruturais, culturais ou ideológicas, e onde as esferas da vida social e individual são reorganizadas em função da lógica do consumo”(LIPOVETSKY, 2004, p. 41).

Hiperconsumo, sustentado por uma lógica hedonista e emotiva que produz em cada sujeito o desejo de consumo, muito mais em função do prazer que este pode lhe proporcionar do que propriamente como meio de avaliação e de comparação com os demais indivíduos. O hiperconsumo emocional dita a especificidade das relações que estabelecemos com nossos afetos, com os objetos, com os outros, com a vida. O império do princípio do hiperconsumo se evidencia na busca de emoções e de prazer, no cálculo utilitarista das relações sociais e de trabalho, na superficialidade e frivolidade da expressão dos afetos.

Hipernarcisismo, época de um Narciso que se toma por maduro, responsável, organizado, eficaz, rompendo com o modelo de Narciso típico dos anos pós-modernos.
Mas, como pensarmos em Narciso maduro, se o indivíduo hipermoderno insiste em permanecer como um eterno adolescente, os “adultescentes”, como que se recusando a assumir a idade adulta e revelando o medo de envelhecer.


E o que dizer de Narciso responsável, se a cada dia observamos a consolidação e multiplicação de comportamentos irresponsáveis, evidenciados pelo fato de as declarações de intenção não serem mais seguidas de qualquer efeito? Em outras palavras, progridem as condutas responsáveis ao mesmo tempo em que há a acentuação da irresponsabilidade.

Narciso organizado e eficaz? E o que dizer da ascensão de comportamentos disfuncionais, expressos nas formas de compulsões e adições, de sintomas psicossomáticos, de quadros depressivos, engendrados paradoxalmente particularmente no universo funcional da técnica?

Em recente entrevista publicada em 14 de março de 2004, ao “Caderno Mais!”, da Folha de São Paulo, Lipovetsky afirma ser a sociedade hipermoderna uma

sociedade esquizofrênica em que convivem, de um lado, uma sociedade hiperfuncional, funcionalidade da técnica, da ciência, que trabalha cada vez mais critérios mensuráveis, de eficácia e operacionalidade. Paralelamente, assiste-se à ascensão de comportamentos disfuncionais e os dois existem juntos (...) Logo, tem-se de um lado uma sociedade em que cada vez mais impera a ordem e, de outro, a desordem – no fundo, um quadro de patologia e de caos.


A situação paradoxal da sociedade hipermoderna, dividida entre a apologia do excesso e o elogio à moderação traz como conseqüência uma inquientante desestabilização emocional e fragilização do indivíduo. Face à desestruturação das formas de controle social, tem-se o direito a decidir e fazer escolhas no âmbito de um contexto cada vez mais plural e liberal, mas também nos cabe a capacidade para o exercício do autocontrole e do comportamento individual responsável. Desta forma, o indivíduo hipermoderno revela-se inquieto e amedrontado diante de um futuro incerto e ambivalente: por um lado é estimulado à valorização de princípios como a saúde, o equilíbrio e a prevenção; por outro, levado pela lógica do excesso, revela comportamentos extremamente excessivos, como por exemplo, no âmbito da alimentação, onde podemos observar a proliferação de comportamentos anoréxicos, indicadores de uma patologia no nível do excesso de controle e de comportamentos bulímicos, reveladores de uma patologia do excesso de consumo.

Tudo parece indicar que realmente estamos passando de uma era “pós” à era “hiper”, onde uma das questões mais importantes aponta para a necessidade de se repensar a socialização no contexto hipermoderno, isto é, quais são os desdobramentos éticos engendrados por uma mutação dessa natureza?

A hipermodernidade nos revela, segundo Lipovetsky, mais uma vez um paradoxo: Por um lado, numerosos são aqueles que denunciam o aumento da violência e da barbárie em nossa sociedade. O hedonismo individual, ao minar as instâncias tradicionais de controle social, indica favorecer o relativismo desenfreado dos valores, permitindo o livre curso de toda sorte de elucubrações e de ações possíveis. Reveladas por uma ética e por um espírito de irresponsabilidade e incapaz de resistir tanto aos apelos externos como aos impulsos internos, o indivíduo hipermoderno revela comportamentos e modos de vida irresponsáveis, tais como cinismo generalizado, recusa de empreendimento de esforço e de sacrifício frente às adversidades da existência, comportamentos compulsivos, violência gratuita, tráfico de drogas e toxicomanias. Por outro lado, como efeito da ética da responsabilidade, temos de admitir que os direitos do homem jamais foram vividos de modo tão consensual como hoje e que os valores como a tolerância e respeito às diferenças jamais foram tão vividamente manifestados e defendidos como atualmente.

Ao se repensar a futuro da hipermodernidade, devemos analisar sua capacidade em fazer triunfar a ética da responsabilidade sobre os comportamentos irresponsáveis, e o fato de nossa sociedade ser capaz de produzir tal ou qual efeito depende obviamente da consciência de cada indivíduo sobre a importância de sua responsabilidade neste processo: “Jamais uma sociedade favoreceu uma autonomia e uma liberdade individuais tão amplas em seu exercício, jamais seu destino se encontrou tão estreitamente ligado aos comportamentos daqueles que a compõem”. (CHARLES, 2004, p. 65)

Em “Le Temps Hypermodernes”, Lipovetsky nos aponta a lógica contraditória da sociedade hipermoderna, acentuando o fato de que esta contradição ter sido introjetada pelos indivíduos, que revelam-na através de seus conflitos e de seu medo diante da incerteza, da complexidade e da imprevisibilidade do presente.

Mas sua análise não se atém tão somente à interpretação da hipermodernidade, revelando seus paradoxos. O autor nos convida à reflexão fundamental acerca de nosso papel nesta sociedade, conclamando a todos a se responsabilizarem frente ao futuro. E, fazemos nossas as palavras de seu interlocutor, Sébastien Charles:

Lipovetsky propõe uma interpretação de hipermodernidade que se pretende cada vez mais racionalista e pragmática, e segundo a qual a responsabilização é a pedra angular do futuro de nossas democracias. Sem responsabilidade verdadeira e autêntica, as declarações de intenção virtuosas, mas vazias de efeitos, não serão suficientes. São imperiosas a valorização da inteligência dos homens e a mobilização das instituições, a fim de que sejam preparadas nossas crianças para os problemas do presente e do futuro. A responsabilização deverá ser coletiva e se exercer em todos os domínios do poder e do saber, mas também deve ser individual, pois temos o dever de assumir esta autonomia que a modernidade nos deixou como legado.






NOTAS
*Professora Assistente da Faculdade de Psicologia da Universidade Católica de Petrópolis
Professora Auxiliar da Universidade Estácio de Sá – UNESA
Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica – PUC-RJ
Mestre em Psicologia Social – Universidade Gama Filho – UGF
Doutoranda em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - PPGPS - UERJ

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LIPOVETSKY, G. L´Ère du Vide. Gallimard: Paris, 1983.
LIPOVETSKY, G. L´empire de l´éphémère. La mode et son destin dans les sociétés modernes. Gallimard: Paris, 1987.
LIPOVETSKY, G. & CHARLES, S. Le Temps Hypermodernes. Paris: Editions Grasset, 2004.
LIPOVETSKY, G. Entrevista. Folha de São Paulo, São Paulo, 14 mar. 2004. Caderno Mais!

Recebido em: 06/04/04
Aceito para publicação em: 27/04/04
E-mail: mariliad@compuland.com.br

eu fiz 26 anos
a vida tá quase uma merda
mas espero que melhore
tou ouvindo o novo de belle & sebastian...
eu sei florzita que vc odeia letra em inglês....é que ando sem saco pra acompanhar a velocidade do meu pensamento
e como minha cabeça ainda não tem usb ctrl c e ctrl v é mais fácil
vcs sabiam que existe ignorância mórbida?????
existe